
Foi uma prova dura em que as condições climatéricas colocaram à prova todas as capacidades técnicas dos intervenientes.
Num dia que desde cedo se mostrou impróprio para a prática do remo, foi com grande coragem que um grupo restrito de aventureiros saiu do conforto do lar para levar a cabo uma aventura que os mais comodistas classificaram como "loucura".

Eram cerca das 6:30 da manhã de Sábado quando o grupo se reuniu junto às instalações da GV. Já cedo de podia sentir a animação e o espírito de grupo entre os aventureiros. Uma breve paragem para abastecimento e rumou-se para o clube náutico onde nos esperava o experiente N.G. com as embarcações.
Colocadas as embarcações nas viaturas e o grupo iniciou a sua viagem até terras alentejanas.
A primeira paragem deu-se na estação de serviço de Palmela, no entanto o objectivo principal seria fazer um desvio até Vendas Novas para um pequeno almoço típico da região, as conhecidas Bifanas de Vendas Novas.

Algumas bifanas depois e com muita animação à mistura, o grupo voltaram à estrada, onde apenas voltaria a parar já na Aldeia da Luz.

Uma viagem de cerca de 200 km, dos quais 199 foram feitos sob fortes chuvadas, não bastou para desmotivar o intrépido grupo.
Na chegada à Aldeia da Luz, o embarque revelava-se promissor pois o céu limpo e a total ausência de vento, inspiravam os aventureiros a molhar o remo. Colocadas as embarcações na água, era altura de delinear qual a melhor abordagem ao trajecto.
Nem os avisos de tempestade dados pelo helicopetro da Protecção Civil bastariam para demover os aventureiros da sua missão.

Foi após a chegada da L. e do seu amado que tudo se alterou. Como se de uma intervenção divina se tratasse, a barragem virou-se contra os aventureiros, castigando a sua ousadia com uma tempestade nunca antes vista na pacata aldeia alentejana. Ondas que chegaram a atingir os 15 metros, ventos com rajadas de 150 km/h e uma tempestade eléctrica digna de um filme hollywoodesco obrigaram ao cancelamento/adiamento da descida. Terá a L. ofendido de alguma forma os deuses da barragem? Fica a questão à qual apenas a própria poderá responder.



Apesar de desapontados com a sorte, os aventureiros nunca desanimaram e fizeram com que o resto do dia fosse extremamente animado para todos.
Uma paragem para admirar o paredão da barragem, fazia a despedida e foi já na aldeia de Alqueva que foi possível aquecer o estômago com um café, tomado entre as gentes locais.

É de realçar o furor que a nossa J.P. causou entre os nativos, tendo mesmo um dos senhores de receber assistência médica por paragem cardíaca.
Um lanche na aldeia de Portel fechou o convívio e os aventureiros rumaram a casa, onde lhes esperava um merecido banho quente e uma boa noite de sono.
Fica a promessa por parte de todos em repetir o evento numa altura em que as condições climatéricas sejam mais previsíveis.
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"Pior do que fracassar é ter medo de fracassar", by Homem Aranha em Spyderman
Um grande abraço a todos os que ousaram!


